Terceira Idade

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Terceira Idade…Idade Adulta Madura … Maturidade … Idade do(a) Lobo(a) … Estágio Tardio da Vida … “Problema Social” …

terceira idade4 150x150 Terceira Idade Seja como for chamada a velhice, temos assistido a uma silenciosa e surpreendente revolução acontecer em todo o mundo: governos reformando sistemas de previdência social, novas políticas públicas específicas sendo discutidas. A verdade é que, no mundo, todo um aumento progressivo da longevidade, da expectativa de vida é algo sem precedentes na História. É cada vez maior o número de pessoas que ultrapassam a idade de 70 anos e em boas condições físicas e mentais.

Os ‘novos velhos’ estão nos consultórios, nas ruas, na internet, no convívio social, nas sessões de terapia, procurando como querem e como podem uma existência melhor nessa fase da vida.No Brasil, estamos em meio a um processo evolutivo caracterizado por uma progressiva queda da mortalidade em todas as faixas etárias e conseqüente aumento da expectativa de vida. Atualmente a expectativa ao nascer é de 69 anos para os homens e 72 para as mulheres. A análise do crescimento populacional mostra que o grupo dos idosos com 60 anos ou mais é o que mais cresceu no país. De 1980 a 2000, o grupo entre 0 e 14 anos aumentou de 14% enquanto o grupo de pessoas idosas cresceu 107%. O recordista da expectativa de vida é o Japão com 80,8 anos.

Na 2ª Assembléia das Nações Unidas realizada em abril de 2000, em Madri – Espanha – com representantes de 160 países, foi apresentado um Plano de Ação que propõe uma série de estratégias voltadas para as questões sociais para atender aos 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos nos dias de hoje e que serão no ano de 2050, um total de 2 bilhões. Mas velhice, o que é, afinal? E quando começa? Do ponto de vista biológico, o envelhecimento é descrito como um estágio de degeneração do organismo que se inicia após o período reprodutivo. Envelhecimento esse, caracterizado pelos seguintes sinais: aparecimento de rugas e progressiva perda da elasticidade e viço da pele, diminuição da força muscular, da agilidade e da mobilidade das articulações, aparição de cabelos brancos e, eventualmente perda definitiva dos cabelos (sexo masculino), redução da acuidade sensorial (principalmente auditiva e visual), declínio da produção de certos hormônios, o que afeta a capacidade auto-regenerativa dos tecidos, distúrbios nos sistemas respiratório e circulatório (arteriosclerose, problemas vasculares e cardíacos), urogenital, etc. Não há comprovação de que o avanço da idade determine a deterioração da inteligência que parece estar associada à educação e padrão de vida.Algumas pesquisas têm mostrado que o processo de perda de memória provocado pelo avanço da idade, pelo menos em parte, deve-se ao fato de o cérebro se adaptar à nova condição de vida iniciada na ‘terceira idade’. As células relacionadas às atividades menos utilizadas seriam desativadas para concentrar esforços em áreas mais necessárias ao novo modo de vida.

O esquecimento é normal em qualquer idade. Em idades mais avançadas há, porém, um agravante que é o acúmulo de perdas de células nervosas. Durante toda a vida, nosso cérebro se desfaz diariamente de 50 a 100 mil neurônios em decorrência de lesões nas células, como pancadas na cabeça, por exemplo, e pela ação dos radicais livres(*). Como as células nervosas não se reproduzem, o número de neurônios tende a diminuir cada vez mais. 

Com menos células disponíveis, o cérebro tem de fazer escolhas entre as atividades que deverão ser continuadas ou desativadas, o que vai ser determinado pelo tipo de vida que a pessoa leva.

Uma mente sã na velhice depende de hábitos saudáveis desde a juventude. O processo de envelhecimento começa antes da Terceira Idade. Se temos mais de 25 anos, já estamos perdendo a cada década de nossas vidas 2%, de células cerebrais. Além da alimentação rica em vitaminas C e E, licopeno (encontrado no tomate e na melancia), a melatonina, hormônio produzido durante o sono noturno, é um poderoso inimigo contra os radicais livres. Por isso, “uma boa noite de sono é um santo remédio para se prolongar a juventude biológica”.

É bom lembrar que a memória do idoso não é útil somente para ele. Sua capacidade de relembrar o passado com detalhes faz com que os velhos cumpram um importante papel social. “Na maioria das comunidades humanas e até entre chimpanzés, os idosos são reverenciados como fonte de conhecimento e sabedoria”, esclarece o neurologista Benito Damasceno. Como nenhum outro indivíduo – criança, jovem ou adulto – o idoso é o depositário da experiência humana. Os mais velhos são os arquivos vivos da história e suas lembranças do passado costumam ser mais precisas do que as de adultos que tenham vivenciado os mesmos episódios.

Quanto ao quando se inicia a velhice, não há uma idade universalmente aceita. As opiniões se divergem de acordo com a classe social e econômica, nível cultural e mesmo os estudiosos no assunto, não chegaram a um consenso.Para efeitos estatísticos e administrativos, a idade em que se chega à velhice costuma ser fixada em 65 anos em diversos países por ser quando se encerra a fase economicamente ativa de uma pessoa com a sua aposentadoria. Atualmente, nos países mais desenvolvidos, esse limite não parece satisfazer sob o ponto de vista biológico, pelo que a Organização Mundial da Saúde elevou para 75 anos.

Do ponto de vista biológico, também se tem um outro problema quando se tenta marcar o início do processo de envelhecimento usando-se o critério cronológico (idade), pois o grau de envelhecimento seria vivenciado de forma diferente, de indivíduo para indivíduo ou pela população, sendo que pessoas da mesma idade cronológica poderiam estar em estágios completamente diferentes de envelhecimento. Sendo assim, poderíamos dizer que o envelhecimento não parece ser definido pela idade de uma pessoa, mas pelos efeitos que essa idade teria causado ao seu organismo.

Em muitos países a velhice é vista com respeito e veneração, representa a experiência, o valioso saber acumulado ao longo dos anos, a prudência e a reflexão. Em outros, como o Brasil, infelizmente, o idoso representa apenas “o velho”, o “ultrapassado”, “a falência múltipla do potencial humano”. Na realidade, os maiores problemas que o envelhecimento traz, pela falta da educação e instrução acerca dessa fase da vida, se dá ao fato de se agravarem os problemas sociais como a violência dentro de casa, a discriminação. E daí vem todo o medo de envelhecer.

Infelizmente, a verdade é que os maus-tratos não são exclusividade de países pobres, mas estão presentes em todas as sociedades. Nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de idosos, acima de 65 anos, sofrem algum tipo de agressão. Faltam profissionais capacitados e informações sobre as causas de abusos contra velhos.

O Rio de Janeiro é o Estado brasileiro onde morrem mais idosos vitimados pela violência, conforme pesquisa do Centro Latino-Americano de Estudos Sobre Violência e Saúde. Estima-se que num grupo de 100 mil habitantes com mais de 60 anos, 249,5 morrem por homicídios, atropelamentos, tombos dentro de casa, etc. A idade avançada deixa os idosos mais vulneráveis e, geralmente, são vítimas de atropelamentos, por exemplo. Não há segurança na travessia de semáforos e nem tempo suficiente para que pessoas idosas cheguem ao outro lado da rua (e isto em todas as cidades – grandes ou não).

Como nasce a violência e porque ela floresce entre as famílias brasileiras, é questão sem resposta. Na opinião da Prof. de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, Maria do Rosário Menezes, é o resultado de um modelo cultural em que a estética é supervalorizada em prejuízo da velhice. Em estudos sobre violência doméstica, ela constatou que a maioria dos idosos não dependia financeiramente dos seus agressores, tinha filhos, morava em casa própria e ainda sofria maus-tratos até dos filhos que moravam fora. As mulheres eram as principais vítimas e os filhos homens estavam entre os principais ‘vilões’ da violência doméstica.

Se por um lado vemos um notável crescimento no percentual de idosos, aumento progressivo da longevidade e da expectativa de vida, graças à Geriatria (Disciplina Médica voltada ao estudo, tratamento e prevenção dos processos patológicos específicos da velhice) e à Gerontologia (conjunto de conhecimentos científicos aplicados ao estudo do envelhecimento humano nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais), por outro lado nos deparamos com quadros tristes de dor e sofrimento não só causadas pela falta de qualidade de vida numa sociedade despreparada para conviver com pessoas idosas como também, pelos próprios conflitos internos e pela falta de adaptação à ‘nova vida’ dentro da própria família.

A família como um sistema, juntamente com seus membros mais velhos, enfrenta desafios importantes de adaptação na Terceira Idade.

As mudanças com a aposentadoria, a viuvez, as doenças, requerem o apoio familiar, ajustamentos às perdas, reorientação e reorganização da vida. E aí é que entra o papel dos relacionamentos passados e presentes na resolução da maior tarefa desse estágio da vida, tanto psicológico como social: a obtenção de um senso de integridade, versus o desespero com relação à aceitação da nossa própria vida e morte.

Sem sombra de dúvida, as famílias que tiveram em alto preço o amor, que jamais se esqueceram de colocar em qualquer regra doméstica o emprego do amor, do respeito, da estima, da honra que sempre acataram os ensinamentos bíblicos com sabedoria e prazer, conseguiram passar por essa fase com firmeza, otimismo e alegria.

Ouvimos da cultura oriental: “Ele tem como suporte principal a esperança de um futuro sempre melhor … de uma construção de vida em que cada dia é uma bênção … que não deve envergonhá-los de terem vivido, mas sabiamente, eles orgulham-se de cada etapa de suas vidas … Sempre!!! Porque ricos ou pobres, são os idosos os seres mais respeitados e mais admirados”.

Não é maravilhoso? Viver sabendo que nunca alguém vá ouvi-lo apressadamente e ainda como se estivesse fazendo um grande favor … mas exatamente o contrário … saber que as suas palavras, os seus conselhos de uma velhice conquistada, vivida, serão vistos, ouvidos e saboreados.

Bibliografia:

Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã / Sociedade Bíblica do Brasil

Bíblia Tradução Ecumênica – TEB – Edições Loyola

Bíblia de Estudo Pentecostal – Casa Publicadora das Assembléias de Deus

Cada Um Envelhece como Quer (e Como Pode) Léa Maria Aarão Reis; Editora Campus

Lar Sem Fronteiras – Ellen White; Casa Publicadora Brasileira

A Velhice, entre o normal e o patológico – Daniel Groisman (artigos extraídos da Internet)

Enciclopédia Barsa – Vol 7 e 14 – Ed. Barsa Planeta Internacional Ltda, 2002

Concordância Bíblica Exaustiva Gilmer / Jacobs / Vilela; Editora Vida

Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer; Edições Vida

As Mudanças no Ciclo de Vida Familiar – Betty Carter & Mônica McGoldrick; Ed. Artes Médicas

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One Response to Terceira Idade

  1. Malu says:

    Uma página de grande importência e relevância para todos aqueles que passam por aqui.Eu deixo-te as seguintes palavras – Não importa a idade, uma vez que passaremos por todas elas… o que importa é viver cada uma delas com intensidade e AMOR.
    Um abraço

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